Os índices de preços agrícolas, elaborados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), compreendem o Índice Mensal de Preços Recebidos pelos Agrícultores no Estado de São Paulo (IPR), o Índice Geral de Preços Pagos pela Agricultura Paulista (IPP), o Índice de Preços - Cesta de Mercado da Cidade de São Paulo (IPCMT) e o Índice de Paridade (IP). A base de comparação desses índices é agosto de 1994.
Compõem o IPR os seguintes produtos: algodão em caroço, amendoim em casca, arroz em casca, aves, banana, batata, bovinos, café beneficiado, cana-de-açúcar, cebola, feijão, laranja, leite, mamona, mandioca para indústria, milho, ovos, soja, suínos e tomate. A fórmula de cálculo do índice é a de Laspeyres modificada, envolvendo um sistema de pesos para a agregação dos preços dos diversos produtos. São calculados também o Índice de Preços Recebidos de Produtos Vegetais (IPRV) e o Índice de Preços Recebidos de Produtos Animais (IPRA).
O IPP é uma medida das variações nos preços dos insumos e serviços comprados pelos agricultores. O índice é calculado utilizando-se a fórmula de Laspeyres modificada de base móvel, com sistema de ponderação e painel de levantamento de preços extraído da pesquisa sobre Estrutura de Gastos da Agricultura Paulista no ano agrícola 1980/81. Reformulado em 1989, é constantemente revisado, principalmente no caso de setores mais dinâmicos. Também são calculados o Índice de Preços de Insumos Adquiridos Fora do Setor Agrícola (IPPF) e o Índice de Preços de Insumos Adquiridos no Próprio Setor Agrícola (IPPD).
O IP (ou relação de trocas no setor agrícola) compara as mudanças relativas entre os preços recebidos pelos agricultores e os preços pagos pela agricultura, medindo o poder aquisitivo do agricultor. É calculado utilizando-se o IPR e o IPP, ambos tendo como referência a mesma base. Para se adotar o IP como indicativo dos ganhos e perdas do setor agrícola, em relação à indústria, utilizam-se os preços de insumos adquiridos fora do setor agrícola (IPPF). O IPP representa aproximadamente 73% dos gastos dos agricultores, com 55% relativos ao IPPF. Quando o IP for maior do que 100, significa que o agricultor teve seu poder de compra aumentado em relação ao período-base, pois a elevação de seus custos fora menor do que a elevação de sua renda. Para o IP menor do que 100, o inverso terá ocorrido, ou seja, terá havido uma transferência de renda do setor agrícola para os outros setores da atividade econômica, em relação à situação vigente no período-base.
O IPCMT reflete as mudanças totais ocorridas nos valores gastos com a Cesta de Mercado. É formado pelo Índice de Preços da Cesta de Mercado dos Produtos de Origem Vegetal (IPCMV), composto pelo agregado dos produtos básicos (arroz, feijão, café, açúcar, etc), frutas, hortaliças e industrializados; e pelo Índice de Preços da Cesta de Mercado de Produtos de Origem Animal (IPCMA), formado pelas carnes e derivados, leites e derivados e ovos. Para maiores informações sobre todos os indicadores apresentados ver Santiago, Maura M. D. et al. Informações Econômicas, SP, v.26, n.2, p. 91-97, fev. 1996.